Francisco Buarque de Hollanda - Chico Buarque
Em 1964, participou de um show no Colégio Rio Branco, em São Paulo,
gravado para o Programa "Primeira audição", produzido por João Leão,
Horácio Berlink e Nilton Travesso para a TV Record. Ainda nesse ano,
atuou no espetáculo "Mens sana in corpore samba", realizado no Teatro
Paramount, com produção de Walter Silva, e compôs a música "Tem mais
samba" para a peça "Balanço de Orfeu". Também em 1964, Maricene Costa
gravou sua música "Marcha para um dia de sol".
Em 1965,
participou do I Festival Nacional de Música Popular Brasileira (TV
Excelsior), com sua composição "Sonho de um carnaval", defendida por
Geraldo Vandré. Em seguida, passou a apresentar-se, semanalmente, nos
shows do Teatro Paramount e no programa "O fino da bossa" (TV Record),
comandado pela cantora Elis Regina. Foi convidado, pela direção do Tuca
(Teatro da Universidade Católica), para musicar a peça "Morte e vida
Severina", de João Cabral de Mello Neto, o que fez com presteza,
evidenciando a musicalidade já existente nos poemas. Ainda em 1965, a
RGE lançou seu primeiro disco, um compacto simples contendo suas músicas
"Olê, olá" e "Madalena foi pro mar", que seriam regravadas por Nara
Leão no LP "Nara pede passagem", no qual constaria, também, a música
"Pedro pedreiro".
Em 1966, obteve o primeiro lugar no II
Festival da Música Popular Brasileira (TV Record), com a canção "A
banda", prêmio dividido com "Disparada" (Geraldo Vandré), por sua
própria sugestão. Também nesse ano, lançou seu primeiro LP, "Chico
Buarque de Hollanda", contendo suas composições próprias, que se
tornariam clássicos da música popular brasileira: "Tem mais samba", "A
Rita", "Pedro Pedreiro", "Amanhã, ninguém sabe", "Você não ouviu", "Olê,
olá" e "Sonho de um carnaval", além de "A banda". O disco consolidou o
prestígio e o sucesso do compositor que se tornou, então, nas palavras
do jornalista Millôr Fernandes, a "única unanimidade nacional". Aos 22
anos e com pouco mais de 30 músicas, foi o mais jovem artista a prestar
depoimento ao Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, tendo seu nome
sido aprovado pelo Conselho Superior de MPB do MIS depois de debates
acalorados, que se encerraram com o argumento definitivo do diretor do
museu, Ricardo Cravo Albin, que fez um paralelo entre Chico e Noel Rosa,
falecido prematuramente aos 26 anos pelo excesso de boêmia. Ainda em
1966, sua composição "Tamandaré", que abordava a desvalorização do
cruzeiro, foi censurada. Escreveu músicas para a peça "Os inimigos", de
Máximo Gorki, "O patinho preto", de Walter Quaglia, e "Pedro pedreiro",
de Renata Pallottini. Participou, ao lado de Odete Lara e do grupo
MPB-4, do show "Meu refrão", realizado na boate Arpège (RJ), com direção
e produção de Hugo Carvana e Antonio Carlos Fontoura. Compôs, ainda, a
trilha sonora para o filme "O anjo assassino", de Dionísio Azevedo.
Em
1967, recebeu, da Câmara Municipal de São Paulo, o título de Cidadão
Paulistano, em concorrida cerimônia com direito a acompanhamento da
Banda de Música da Guarda Civil, que interpretou "A Banda". Nesse mesmo
ano, lançou seu segundo LP, que trazia seu nome como título e a
indicação de volume 2. O disco registrou novos sucessos, entre os quais,
"Noite dos mascarados", "Com açúcar, com afeto", "Quem te viu, quem te
vê", "A televisão" e "Morena dos olhos d'água". Ainda nesse ano, obteve o
terceiro lugar no III Festival da Música Popular Brasileira (TV
Record), com sua canção "Roda viva", que interpretou ao lado do MPB-4, e
o terceiro lugar no II FIC, com "Carolina", defendida por Cynara e
Cybele. Nesse período, participou pela primeira vez do cinema, atuando
no filme "Garota de Ipanema", de Leon Hirszman, interpretando suas
composições "Noite dos mascarados" e "Um chorinho". No final de 1967, o
grupo Oficina encenou a peça "Roda Viva", de sua autoria, com direção de
José Celso Martinez. Tematizando a desmistificação do ídolo popular, o
espetáculo chocou o público pela crueza de sua montagem e de seu texto,
desfazendo sua imagem de menino bem comportado. Um grupo de
extrema-direita invadiu o teatro, destruiu o cenário e espancou os
atores. Ainda nesse ano, recebeu o Golfinho de Ouro, prêmio concedido
pelo Conselho de Música Popular do MIS do Rio de Janeiro. Também em
1967, compôs as trilhas sonoras da peça "O&A", de Roberto Freire, e
do filme "Se segura malandro", de Hugo Carvana.
Em 1968, lançou o
LP "Chico Buarque de Hollanda - volume 3", trazendo novos grandes
sucessos, entre os quais, "Ela desatinou", "Retrato em branco e preto"
(c/ Tom Jobim), "Januária", "Carolina", "Roda viva" e "Sem fantasia". No
mesmo ano, venceu o III Festival Internacional da Canção com a
composição "Sabiá" (c/ Tom Jobim), defendida pela dupla Cynara e Cybele.
Venceu, também, o IV Festival de Música Popular Brasileira com a música
"Benvinda". Nesse período, entrou em confronto com os tropicalistas,
devido a um mal-entendido provocado pela defesa de posturas estéticas
diferenciadas. Ainda em 1968, sua música "Bom tempo" foi classificada em
segundo lugar na I Bienal do Samba, realizada em São Paulo. A partir
desse ano, passou a ser sempre indicado para receber o Golfinho de Ouro
do MIS. O Conselho de Música Popular do museu resolveu declará-lo "Hors
concours", para que outros compositores tivessem a oportunidade de serem
premiados.
Em 1969, viajou com Marieta Severo para a Itália,
onde nasceu sua primeira filha, Sílvia. A família permaneceu nesse país
por 15 meses. Trabalhou em casas noturnas, fazendo shows de abertura
para a cantora americana Josephine Baker em dueto com o violonista
brasileiro Toquinho. Fez, também, uma série de programas para a
televisão italiana. Gravou, com o maestro italiano Ênio Moriconi, o
disco "Por un pugno di samba", que satirizava o 'western spaghetti' "Por
um punhado de dólares", sucesso da época, com música de Moriconi. O
disco, que o próprio cantor chamou de "Ação entre amigos", foi um
fracasso comercial, apesar de trazer composições do quarto disco do
cantor e sucessos de anos anteriores.
Em 1970, de volta ao
Brasil, lançou seu quarto LP, o primeiro pela Philips, revelando
transformações na estética de sua obra. Estão presentes no disco, entre
outras, "Essa moça tá diferente", "Gente humilde" (c/ Vinicius de Moraes
e Garoto), "Rosa dos ventos", "Pois é" (c/ Tom Jobim), "Agora falando
sério" e "Os inconfidentes", com musicalização do poema de Cecília
Meireles "Romanceiro da Inconfidência". Na composição "Agora falando
sério" havia um quase manifesto, como que renegando a fase anterior, em
versos que diziam: "dou um chute no lirismo, um pega no cachorro, um
tiro no sabiá, faço a mala e corro prá não ver banda passar". No mesmo
período, apresentou-se em programa especial na TV Globo. Por essa época,
sua obra começou a ganhar um cunho cada vez mais social.
Em
1971, lançou o LP "Construção", demostrando uma mudança definitiva em
sua poética, com composições que se transformariam em clássicos de sua
obra e da MPB, como a faixa-título, hino de protesto contra a exploração
econômica e a solidão urbana,"Cotidiano", "Cordão", "Samba de Orly",
"Minha história", versão da música de Dalla e Pallotino, que apresentava
Jesus como um marginal, "Valsinha" (c/ Vinicius de Moraes) e "Deus lhe
pague". Nesse mesmo ano, integrou o elenco de atores do filme "Quando o
carnaval chegar", de Cacá Diegues, ao lado de Nara Leão e Maria
Bethânia. Ainda em 1971, fez uma temporada no Canecão (RJ) com o
espetáculo "Construção", ao lado do pianista Jacques Klein, do maestro
Isaac Karabtchevsky e do MPB-4.
No ano seguinte, foi lançado o
LP "Quando o carnaval chegar", contendo a trilha sonora do filme. Ainda
em 1972, apresentou-se com Caetano Veloso no Teatro Castro Alves
(Salvador), que gerou o disco "Caetano e Chico juntos e ao vivo", com
canções dos dois artistas. De sua autoria estão presentes, entre outras,
"Bom conselho", "Partido alto", "Cotidiano" e "Ana de Amsterdã" (c/ Ruy
Guerra). Traduziu, com Ruy Guerra, o musical "Homem de La Mancha" e
assinou a trilha sonora do filme "Vai trabalhar vagabundo", de Ruy
Guerra, cuja música-título obteve grande sucesso. Nesse período, começou
a sofrer, cada vez mais, perseguição por parte do regime militar, tendo
muitas de suas canções censuradas: "Apesar de você", "Cálice", "Tanto
mar" e "Bolsa de amores", entre outras. "Apesar de você", lançada em
compacto que atingiu 100 mil cópias vendidas, foi censurada e os discos,
em seguida, recolhidos do mercado. Ao lado de Ênio da Silveira, de seu
pai, Sérgio Buarque e de Oscar Niemeyer, entre outros, participou do
conselho do Cebrade (Centro Brasil Democrático).
Em 1973,
resolveu não lançar nenhum disco. Participou, nesse ano, da Phono 73,
evento que reuniu no palco do Palácio das Convenções do Anhembi (SP) o
cast da gravadora Phonogram. Ao apresentar, com Gilberto Gil, sua
composição "Cálice", teve o microfone desligado pela censura, em
dramático episódio. A música tivera sua letra publicada em um jornal e
fora proibida momentos antes da apresentação, por conta do refrão
"Cálice", cuja fonética similar a "Cale-se", era uma clara alusão à
censura. Durante a apresentação, o compositor dirigia-se a outros
microfones que eram desligados um a um, até que nenhum deles funcionasse
mais e o "Cale-se" viesse a acontecer na prática. Ainda em 1973, compôs
músicas para o filme "Joana Francesa", de Cacá Diegues. Escreveu, com
Ruy Guerra, a peça "Calabar, o elogio da traição", cuja montagem foi
proibida pela Censura, após meses de ensaios. O disco homônimo, contendo
a trilha sonora do espetáculo, teve a capa também censurada, bem como
trechos de algumas canções. Foi lançado com nova capa, totalmente
branca, sob o novo título de "Chico canta", com trechos cortados da
música "Ana de Amsterdã" e com o prólogo, a música "Vence na vida quem
diz sim", apenas instrumental. Na mesma época, foi lançado o livro com o
texto da peça.
Em 1974, escreveu a fábula "Fazenda modelo",
seguindo uma tradição de George Orwell, e, em parceria com Paulo Pontes,
"Gota d'água", adaptação da tragédia grega "Medéia", ambientada em um
subúrbio carioca. Nesse mesmo ano, lançou o disco "Sinal fechado",
contundente protesto contra a censura do regime militar, interpretando
composições de outros compositores, entre as quais, "Festa imodesta"
(Caetano Veloso), "Filosofia" (Noel Rosa), "Copo vazio" (Gilberto Gil),
"Lígia" (Tom Jobim), "Sem compromisso" (Nelson Trigueiro e Geraldo
Pereira) e "Sinal fechado" (Paulinho da Viola). A exceção foi a música
"Acorda amor", oficialmente de Julinho da Adelaide e Leonel Paiva, dupla
fictícia de compositores atrás dos quais o autor se ocultou para
driblar a censura. Em versos como "Acorda amor, eu tive um pesadelo
agora, sonhei que tinha gente lá fora", protestava, veementemente,
contra a truculência da perseguição da ditadura militar. O verso "Você
não gosta de mim, mas sua filha gosta", da música "Jorge Maravilha", foi
considerado um irônico recado ao General Geisel, presidente militar na
época, cuja filha apreciava o cantor, apesar do regime, cujo pai
representava, censurá-lo. Apresentou-se, com o MPB-4, no Teatro Casa
Grande (RJ), com o show "Tempo e Contratempo".
Em 1975, a peça
"Gota d'água" foi encenada no Rio com direção de Paulo Pontes, tendo
Bibi Ferreira no papel principal. Nesse mesmo ano, apresentou-se, com a
cantora Maria Bethânia, em show gravado ao vivo no Canecão (RJ) e
lançado em disco, contendo no repertório antigos sucessos, como "Olê
olá" e "Com açúcar e com afeto", canções de compositores da Era do
Rádio, como "Camisola do dia" (Herivelto Martins e David Nasser) e
"Notícia de jornal" (Luis Reis e Haroldo Barbosa), músicas da peça "Gota
d'água", como a canção-título, "Flor da idade" e "Bem querer", além de
"Vai levando" (c/ Caetano Veloso). A música "Tanto mar" foi gravada em
versão instrumental.
Em 1976, lançou o LP "Meus caros amigos",
outro emblema da música de cunho social e de protesto contra a ditadura
militar que marcaria aquela época na obra do cantor e compositor. Várias
canções do disco tornaram-se clássicos e fizeram muito sucesso, entre
as quais "O que será (A flor da pele)", cantada em dueto com Milton
Nascimento, "Passaredo" (c/ Francis Hime), "Olhos nos olhos", "Você vai
me seguir", "Mulheres de Atenas" (c/ Augusto Boal) e "Basta um dia". Na
mesma época, fez a abertura da trilha sonora do filme "Dona Flor e seus
dois maridos", de Bruno Barreto, com "O que será", uma das músicas mais
tocadas nas rádios naquele momento e que ajudou a torná-lo mais
conhecido no exterior. Chegou a ser proibido na Argentina pela ditadura
do General Videla. Compôs música para a peça "Mulheres de Atenas", de
Augusto Boal, e para o filme "A noiva da cidade", de Alexis Vianny.
Em
1977, produziu e dirigiu, com Sergio de Carvalho, o musical "Os
Saltimbancos", com tradução e adaptação de sua autoria da música de Luiz
Enriquez e texto original de Sérgio Bardotti. O disco, lançado pela
PolyGram, contou com as presenças de Miúcha e Nara Leão, além de Aquiles
e Magro, do MPB-4.
Em 1978, depois de mais de um ano sem
gravar, lançou o disco "Chico Buarque", primeiro no raiar da chamada
abertura política, com o fim da censura e a volta dos exilados
políticos, por conta da anistia. O disco registrou três composições,
anteriormente censuradas, "Tanto mar", "Apesar de você" e "Cálice", essa
última gravada com Milton Nascimento, além de "Pivete", registro da
situação do menor abandonado, "Feijoada completa", receita de recepção
para o retorno dos exilados, e "Pequena serenata diurna", do cubano
Silvio Rodrigues. Gravou, ainda, músicas da peça "A Ópera do malandro",
que ainda não entrara em cartaz, "Pedaço de mim", cantada com Zizi
Possi, "O meu amor", cantada por sua mulher Marieta Severo e por Elba
Ramalho, em gravação que obteve muito sucesso, e "Homenagem ao
malandro". No mesmo ano, estreou, no Rio de Janeiro, a "Ópera do
malandro", musical baseado na "Ópera dos Mendigos" (1728) de John Gray, e
na "Ópera dos três vinténs" (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill, com
direção de Luiz Antonio Martinez, mesmo diretor da montagem paulista.
Compôs para a peça "Murro em ponta de faca", de Augusto Boal.
Em
1979, foi lançado o álbum duplo "Ópera do malandro", contendo as
músicas da peça, com a participação de Francis Hime, Chiquinho do
Acordeom, Sivuca, A Cor do Som, A Turma do Jackson do Pandeiro e Chico
Batera, entre outros instrumentistas, além de orquestra e coro, para a
parte intitulada "Ópera", montagem de trechos de óperas famosas com
letras de sua autoria. Participaram também do disco outros artistas,
como Gal Costa e Francis Hime ("Pedaço de mim"), João Nogueira
("Malandro nº 2"), Nara Leão ("Folhetim"), As Frenéticas ("Ai, se eles
me pegam agora"), Marieta Severo e Elba Ramalho ("Meu amor"), A Turma do
Funil ("Se eu fosse o teu patrão"), MPB-4 ("O malandro" e "Tango do
covil"), Marlene ("Viver de amor"), Zizi Possi ("Terezinha") e Moreira
da Silva ("Homenagem ao malandro"). O compositor cantou "Doze anos", com
Moreira da Silva, "O casamento dos pequenos burgueses", com Alcione,
"Hino de Duran", com A Cor do Som, e "Uma canção desnaturada", com
Marlene. A música de maior impacto no álbum foi "Geni e o Zepelim"
("Joga bosta na Geni, ela é feita pra apanhar, ela é boa de cuspir, ela
dá pra qualquer um, maldita Geni"). Nessa época, atuou em shows de apoio
às lutas dos trabalhadores, especialmente os grevistas do ABC paulista.
Apresentou-se, também, no show do Primeiro de Maio. No mesmo ano, a Som
Livre, na série "Gala 79", fez uma retrospectiva que englobava a
primeira fase da obra do compositor, incluindo, ainda, as inéditas
"Luisa" e "Quadrilha", ambas com Francis Hime. Nesse período, musicou o
filme "A República dos assassinos", de Miguel Faria Jr., e a peça "O rei
de Ramos", de Dias Gomes.
Em 1980, lançou o LP "Vida", contendo
composições dos anos 1970, ainda não gravadas, como "Não sonho mais",
"Morena de Angola", que retrata seu envolvimento com alguns países
africanos, como Angola e Moçambique, libertados há pouco tempo do
domínio português, "Eu te amo" (c/ Tom Jobim), gravada em dueto com a
cantora Telma Costa, "Vida" e "Qualquer canção". O disco registrou,
também, "Bye bye Brasil" (c/ Roberto Menescal), da trilha sonora do
filme homônimo de Cacá Diegues. No mesmo ano, participou da festa do
jornal "Avante", órgão oficial do Partido Comunista português, e
apresentou-se no projeto "Kalunga", em Angola, juntamente com mais 64
artistas brasileiros. O cineasta argentino Maurício Bem realizou o
documentário "Certas palavras", com depoimentos de vários artistas, como
Caetano Veloso e Vinicius de Moraes, sobre o compositor. Fez ainda duas
músicas para o filme "O último dos Nukupirus", de Ziraldo e Gugu
Olimecha.
Em 1981, gravou o LP "Almanaque", com destaque para
"Meu guri" e contendo ainda "As vitrines", "A voz do dono e o dono da
voz", retratando os percalços do cantor para mudar de gravadora, saindo
da PolyGram e indo para a Ariola, "Moto contínuo" (c/ Edu Lobo) e "Tanto
amar". Apareceu em disco, também pela primeira vez, na voz do autor, a
composição "Angélica", parceria com Miltinho, do MPB-4, homenagem à
estilista Zuzu Angel em sua luta por justiça pela morte do filho Stuart
Angel, ocorrida nas dependências de um quartel da Aeronáutica. No mesmo
ano, participou do roteiro e assinou a trilha sonora do filme "Os
Saltimbancos trapalhões", de J. B. Tanko.
Em 1982, lançou "O
grande circo místico", contendo a trilha sonora, composta em parceria
com Edu Lobo, para o espetáculo homônimo apresentado pelo Ballet Guaíra,
em Curitiba, e em outros espaços como o Maracanãzinho (RJ). O disco
contou com arranjos de Edu Lobo e Chiquinho de Moraes, orquestração e
regência de Chiquinho de Moraes e a participação de Milton Nascimento
("Beatriz"), Jane Duboc ("Valsa dos clowns"), Gal Costa ("A história de
Lily Braun"), Simone ("Meu namorado"), Gilberto Gil ("Sobre todas as
coisas"), Tim Maia ("A bela e a fera"), Zizi Possi ("O circo místico") e
Coro Infantil ("Ciranda da bailarina"). Interpretou, com Edu Lobo, a
faixa "Na carreira". Nesse período, fez diversas viagens a Cuba,
apresentando shows na ilha da América Central.
Em 1983,
participou da adaptação e da trilha sonora do filme "Para viver um
grande amor". Compôs, também, para o filme "Perdoa-me por me traíres",
de Brás Chediack, e para a peça "Dr. Getúlio", de Dias Gomes e Ferreira
Gullar.
No ano seguinte, lançou o LP "Chico Buarque", pela
PolyGram, contendo, entre outras, suas canções "Suburbano coração", "Mil
perdões" e "Samba do grande amor", além de "Pelas tabelas" e "Vai
passar", que se tornaram hinos do movimento pelas eleições diretas,
sendo tocadas e cantadas em inúmeros comícios realizados em diversas
cidades brasileiras. O próprio cantor cedeu sua voz em prol da campanha,
comparecendo e apresentando-se em diversos comícios.
Em 1985,
chegou às telas "A ópera do malandro", de Ruy Guerra, baseado na obra
homônima de Chico Buarque. O disco com a trilha sonora do filme foi
lançado nesse mesmo ano, trazendo o próprio compositor na interpretação
de "A volta do malandro" e "Hino da repressão", além de Ney Matogrosso
("Las muchachas de Copacabana"), Ney Latorraca ("Hino da repressão"),
Gal Costa ("Último blues"), Zizi Possi ("Sentimental"), Elba Ramalho
("Palavra de mulher") e Bebel ("Rio 42"). Ainda nesse ano, lançou, com
Edu Lobo, a trilha sonora da peça "O Corsário do Rei".
Em 1986,
passou a apresentar, juntamente com Caetano Veloso, o programa mensal
"Chico e Caetano" (Rede Globo), que daria origem a um disco gravado ao
vivo, intitulado "Os melhores momentos de Chico e Caetano". No mesmo
ano, compôs a música "As minhas meninas" para a peça "As quatro
meninas", de Lenita Ploncynsky.
Em 1987, lançou, pela RCA
Victor, o LP "Francisco", que marca um momento mais introspectivo na
carreira do cantor. O lado político social, no entanto, permanece forte
em "Bacarrota blues" (c/ Edu Lobo). Estão presentes, ainda, "O velho
Francisco", "As minhas meninas", "Estação derradeira", uma homenagem à
escola de samba Mangueira, "Lola" e "Cantando no toró". No mesmo
período, compôs músicas para o balé "Dança da meia-lua".
Em 1988, lançou, com Edu Lobo, o disco "Dança da meia-lua", pela Som Livre.
No
ano seguinte, gravou, pela RCA Victor, o LP "Chico Buarque", com
destaque para "Morro Dois Irmãos", "Baticum" (c/ Gilberto Gil), "Valsa
brasileira" (c/ Edu Lobo), "Uma palavra" e "O futebol", homenagem do
cantor aos seus ídolos Mané Garrincha, Didi, Pagão, Pelé e Canhoteiro.
Ainda em 1989, compôs músicas para a peça "Suburbano coração", de Naum
Alves, e para o filme "Amor vagabundo", de Hugo Carvana.
Em 1991, publicou o romance "Estorvo".
Em
1993, após quatro anos sem gravar, lançou "Paratodos", que o levou de
volta às paradas de sucesso, especialmente com a música-título.
Destacaram-se, ainda, no repertório do disco, as canções "Biscate",
gravada com Gal Costa, "Futuros amantes", "Um piano na Mangueira", em
parceria com Tom Jobim, que realizou uma participação na gravação, e "A
foto da capa". Realizou uma série de shows, em várias cidades, para o
lançamento do disco, que recebeu grande aceitação de crítica e público.
Em
1994, por ocasião do seu 50º aniversário, a PolyGram/Philips lançou uma
caixa com cinco CDs, com um resumo de sua obra, dividida nas fases "O
malandro", "O trovador", "O amante", "O cronista" e "O político". No
mesmo ano, voltou aos palcos para o show "Paratodos". Seu livro
"Estorvo" ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura, sendo publicado na
França, Itália, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos e Portugal.
Participou da campanha contra a fome, promovida pelo sociólogo Betinho.
Em 1995, publicou o romance "Benjamim" e lançou o CD "Uma palavra".
No ano seguinte, Gal Costa gravou o CD "Mina d'água do meu canto", registrando apenas canções suas e de Caetano Veloso.
Em
1997, realizou uma série de shows no Rio e em São Paulo, com o
propósito de arrecadar fundos para a construção do Centro de Memória da
Mangueira.
No ano seguinte, lançou, pela BMG, o CD "Chico
Buarque de Mangueira", também com o intuito de arrecadar fundos para a
escola de samba. O disco contou com a participação de Leci Brandão,
Alcione, João Nogueira, Carlinhos Vergueiro, Cristina e Nélson Sargento.
Ainda em 1998, a Estação Primeira de Mangueira foi campeã do carnaval
carioca com o enredo "Chico Buarque da Mangueira". Ao desfilar em carro
alegórico, na passarela, Darcy Ribeiro obteve aplausos unânimes do
público.
No ano seguinte, gravou o CD "As cidades", com
temporada de lançamento no Canecão (RJ). No repertório do disco, suas
composições "Iracema voou", "Sonhos são sonhos", "Cecília", "Chão de
esmeraldas" (c/ Hermínio Bello de Carvalho), "Xote da navegação" (c/
Dominguinhos) que registrou uma participação do parceiro na sanfona, e
"Assentamento", canção feita para o Movimento dos Sem Terra, além de "A
ostra e o vento", composição sua para o filme homônimo de Walter Lima
Junior. Também em 1999, apresentou o show "As cidades", no Credicard
Hall de São Paulo.
Em 2000, foi lançado, na Itália, o CD "Sonho
de um carnaval", apresentado como coletânea e trazendo as gravações
feitas em território italiano, em 1970, com arranjos de Ênio Moriconi.
Também nesse ano, concedeu longa entrevista para a revista "Bundas",
dirigida pelo escritor e cartunista Ziraldo. Ainda em 2000, a BMG lançou
"Álbum de teatro", disco que registrou algumas de suas parcerias com
Edu Lobo para espetáculos teatrais.
Em 2001, compôs, com Edu
Lobo, a trilha sonora do espetáculo "Cambaio", escrito por Adriana
Falcão e dirigido por João Falcão, lançada em CD, com a participação de
músicos como Cristóvão Bastos, Jurim Moreira, Marcio Montarroyos,
Jacques Morelenbaum, Eduardo Morelenbaum, Lúcia Morelembaum e Andréa
Ernest Dias, entre outros. No repertório, canções como a faixa-título,
interpretada por Lenine, "Lábia", interpretada por Zizi Possi, "Veneta",
interpretada por Gal Costa, "A moça do sonho" e "Noite de verão",
interpretadas por Edu Lobo, além de "Uma canção inédita", "Ode aos
ratos" e "Cantiga de acordar", em sua interpretação, essa última ao lado
de Edu Lobo e Zizi Possi. Nesse mesmo ano, foi lançada, pela Universal
Music, a caixa coletânea "Construção", contendo 22 CDs e libreto.
Em
2002, a BMG Brasil lançou a coletânea "Duetos", reunindo gravações do
compositor em dupla com vários artistas, como Nana Caymmi, Tom Jobim,
Zeca Pagodinho, Elza Soares e Pablo Milanés, entre outros. A faixa
"Façamos (Vamos amar)", versão de Carlos Rennó para "Let's Do It, Let's
Fall in Love" (Cole Porter), foi tema de abertura da novela "Desejos de
mulher" (Rede Globo), nesse mesmo ano.
Em 2003, foi remontado
seu musical "A ópera do malandro" (1978). O espetáculo estreou no Teatro
Carlos Gomes (RJ), com direção geral de Charles Möeller e direção
musical coordenada por André Góes e Liliane Secco, também responsável
pelos arranjos. No elenco, Alexandre Schumacher, Soraya Ravenle,
Alessandra Maestrini, Claudio Tovar, Lucinha Lins e Mauro Mendonça.
Ainda nesse ano, lançou o livro "Budapeste" (Companhia das Letras), com
tiragem inicial de 50.000 exemplares.
Em 2004, participou, sob a
direção de Monique Gardenberg, da gravação do clipe de "Alegria",
música de Arnaldo Antunes incluída na trilha sonora do filme "Benjamim",
baseado em livro de sua autoria. Nesse mesmo ano, foi lançada por
"Seleções do Reader's Digest" a caixa "As mais belas canções de Chico
Buarque", coletânea de cinco CDs contendo 70 músicas do compositor,
divididas pelos temas "Construindo sucessos", "Chico sem censura",
"Encontros inesquecíveis", "Talento brasileiro" e "Outras vozes cantam
Chico".
Em 2005, foi veiculada, pela DirecTV (canal 605 da
operadora de TV por assinatura), a série de especiais celebrando sua
vida e obra, dirigida por Roberto de Oliveira, lançada, nesse mesmo ano,
nas caixas "Chico", reunindo os DVDs "Meu caro amigo", "À flor da pele"
e "Vai passar", contemplados com o DVD de Platina (pela vendagem de
mais de 50.000 cópias) e "Chico 2", reunindo os DVDs "Anos dourados",
"Estação derradeira" e "Bastidores", contemplados com o DVD de Ouro
(pela vendagem de mais de 25.000 cópias), também em 2005. Neste ano, foi
remontada, pela Cia. Pitangas Bravas, da diretora Patrícia Zampiroli,
sua peça teatral "Roda viva", encenada no espaço Glauce Rocha da
Uni-Rio. Ainda em 2005, foi registrada em estúdio sua primeira parceria
com Ivan Lins, "Renata Maria", para disco de Leila Pinheira intitulado
"Hoje". Também nesse ano, Fafá de Belém lançou o CD "Tanto mar",
contendo exclusivamente canções de sua autoria. O compositor participou
do disco na faixa "Fado tropical", recitando o poema escrito pelo
parceiro Ruy Guerra. Ainda em 2005, assinou contrato com a gravadora
Biscoito Fino, para lançamento de mais um disco, produzido por Vinicius
França, com arranjos e direção musical de Luiz Claudio Ramos.
Em
2006, chegou ao mercado a caixa "Chico 3", contendo os DVDs "Uma
palavra", "O futebol" e "Romance". Nesse mesmo ano, o compositor lançou o
CD "Carioca", contendo suas canções "Subúrbio", "Outros sonhos", "Ode
aos ratos" (c/ Edu Lobo), "Dura na queda", "Porque era ela, porque era
eu", "As atrizes", "Ela faz cinema", "Bolero blues" (c/ Jorge Helder),
"Renata Maria" (c/ Ivan Lins), "Leve" (c/ Carlinhos Vergueiro), "Sempre"
e "Imagina" (c/ Tom Jobim).Também em 2006, estreou, no Tom Brasil
Nações Unidas, em São Paulo, o show de lançamento do CD “Carioca”,
seguindo por várias cidades brasileiras e três européias até o ano
seguinte, tendo sido visto por 185.000 pessoas até o final da turnê.
Lançou, em 2007, o CD duplo “Carioca ao vivo” e também o DVD “Carioca ao vivo”, contendo o registro integral do show “Carioca”.
Lançou, em 2009, o livro “Leite derramado” (Companhia das Letras).
Em
2010, foi lançada a compilação ”Essa história está diferente – Dez
contos para canções de Chico Buarque” (Companhia das Letras), organizada
por Ronaldo Bressane, contendo contos de Cadão Volpato (baseado em
“Carioca”), Carlos Saavedra (baseado em “Mil perdões”), Alan Pauls (“O
direito de ler enquanto se janta sozinho”, baseado em “Ela faz cinema”),
Rodrigo Fresán ( “A mulher dos meus sonhos e outros sonhos”, baseado em
“Outros sonhos”), Mario Bellatin (“Os fantasmas do massagista”, baseado
em “Construção”), Mia Couto ( “Olhos nus: olhos”, baseado em “Olhos nos
olhos”), André Sant’Anna (“Lodaçal”, baseado em “Brejo da Cruz”), Xico
Sá ( “Um corte de cetim”, baseado em “Folhetim”), João Gilberto Noll
(baseado em “As vitrines”) e Luiz Fernando Veríssimo (baseado em
“Feijoada completa”). Nesse mesmo ano, foi lançado, no mercado editorial
italiano, “Latte versato”, versão de seu livro “Leite derramado”. Ainda
em 2010, foi lançada a “Coleção Chico Buarque”, livros-CDs que
reapresentam 20 álbuns da discografia do compositor e cantor, gravados
entre 1966 e 2006, com libreto contendo textos sobre as faixas e sobre o
contexto histórico dos discos, além de depoimentos de parceiros do
artista. A coleção traz, na seqüência, os seguintes volumes: “Chico
Buarque” (1978), “Construção” (1971), “Meus caros amigos” (1976), “Chico
Buarque de Hollanda” (1966), “Chico Buarque de Hollanda Vol. 2 (1967),
“Chico Buarque de Hollanda Vol. 3” (1968), “Paratodos” (1993), “Sinal
fechado” (1974), “Vida” (1980), “Almanaque” (1981), “Chico Buarque”
(1984), “Calabar” (1973), “Chico Buarque” (1989), “Ao vivo Paris - Le
Zenith“ (1990), “Uma palavra” (1995), “As cidades” (1998), “Chico
Buarque de Mangueira” (1997), “Carioca” (2006), “Francisco” (1987) e
“Per un Pugno di Samba” (1970). Também em 2010, foi editada em DVD pela
gravadora Biscoito Fino, em parceria com a TV Cultura, o depoimento que
concedeu ao programa “MPB Especial”, dirigido por Fernando Faro, no ano
de 1973, contendo também gravações de suas canções “Tatuagem” (c/ Ruy
Guerra), “Deus lhe pague”, “Desalento” (c/ Vinicius de Moraes), “Samba
de Orly” (c/ Toquinho e Vinicius de Moraes), “Hino do Polytheama”, “Bom
conselho”, “Cotidiano”, “Caçada”, “Olê, Olá” e “Flor da Idade”, além de
“Cuidado com a outra” (Nelson Cavaquinho e Augusto Tomaz Junior), e
ainda citações “Meu refrão”, “Amanhã ninguém sabe”, “Ela
desatinou/Construção”, “Ilmo Sr. Cyro Monteiro”, “Boi voador não pode”
(c/ Ruy Guerra) e “Soneto”. Ainda nesse ano, o pianista Benjamim Taubkin
lançou o CD “Chico Buarque por Benjamim Taubkin”, da série “Solo
Lounge”, registrando suas composições “Sabiá” (c/ Tom Jobim), “Gente
humilde” (c/ Vinicius de Moraes sobre música de Garoto), “Samba de Orly”
(c/ Toquinho e Vinicius de Moraes), “A banda”, “Carolina”, “A Rita”,
“Quem te viu quem te vê”, “Morena de Angola” e “Noite dos mascarados”.
No
início de 2011, foi ao ar a microssérie “Amor em 4 atos” (Rede Globo),
inspirada em cinco canções de sua autoria: “Mil perdões”, “Folhetim”,
“Vitrines”, “Construção” e “Ela faz cinema”. Seu acervo pessoal e
artístico, digitalizado pelo Instituto Antonio Carlos Jobim, foi
disponibilizado, nesse mesmo ano, no site www.jobim.org, onde é possível
se ter acesso a cerca de 600 faixas de sua discografia e também a
textos (peças, roteiros) e fotos (de carreira e familiares). Também em
2011, lançou o CD “Chico”, com suas canções “Rubato”(c/ Jorge Helder),
“Sou eu” (c/ Ivan Lins), “Sinhá” (c/ João Bosco), “Querido Diário”,
“Essa pequena”, “Tipo um baião”, “Se eu soubesse”, “Sem você nº 2”,
“Nina” e “Barafunda”. O disco contou com a participação especial de
Thais Gulin (na faixa “Se eu soubesse”) e João Bosco (na faixa
“Sinhá”). Ainda nesse ano, numa parceria do Instituto Cultural Cravo
Albin com o selo Discobertas, foi lançado o box "100 Anos de Música
Popular Brasileira", contendo quatro CDs duplos, com áudio restaurado
por Marcelo Fróes da coleção de oito LPs da série homônima produzida
por Ricardo Cravo Albin, em 1975, com gravações raras dos programas
radiofônicos “MPB 100 ao vivo” realizadas no auditório da Rádio MEC, em
1974 e 1975. O compositor participou do volume 6 da caixa, com suas
canções “A banda” e “Carolina”, ambas na voz de Pery Ribeiro. Também em
2011, foi lançado o livro “Para seguir minha jornada: Chico Buarque”
(Nova Fronteira), com texto Regina Zappa e organização de Julio
Silveira. Também nesse ano, o CD “Chico” figurou na relação “Os Melhores
Discos de 2011” do Jornal “O Globo”, em seleção assinada por Bernardo
Araujo, Carlos Albuquerque, Leonardo Lichote, Luiz Fernando Vianna e
Silvio Essinger.
Em janeiro de 2012, estreou temporada carioca do
show “Chico” no espaço Vivo Rio (RJ) acompanhado pelos músicos Luiz
Claudio Ramos (violão), João Rebouças (piano), Bia Paes Leme (teclados e
vocais), Wilson das Neves (bateria), Chico Batera (percussão), Jorge
Helder (contrabaixo) e Marcelo Bernardes (flauta e sopros). Além de
sucessos de carreira, canções do CD homônimo lançado em 2011 fizeram
parte do repertório do espetáculo, que contou ainda com a participação
de Vinícius França (produção geral), Helio Eichbauer (direção de arte e
cenários), Maneco Quinderé (iluminação), Cao Albuquerque (figurinos) e
Ricardo ‘Tenente’ Clementino (direção técnica). Em seguida, o show saiu
em turnê por vários estados brasileiros. Foi contemplado, em 2012, com o
Prêmio da Música Brasileira, na categoria Melhor Canção, por sua
composição “Sinhá” (c/ João Bosco), incluída em seu CD “Chico”. Nesse
mesmo ano, chegaram ao mercado o CD ao vivo “Na carreira”, com registros
dos shows da turnê “Chico”, e a caixa “De todas as maneiras”, que reúne
seus 21 primeiros álbuns – do “Chico Buarque de Hollanda”, de 1966, à
trilha sonora do filme “Ópera do Malandro”, de 1986 – e o CD triplo
“Umas e outras”, contendo compilações de raridades do período
registradas em fitas guardadas no arquivo da Universal pelo técnico
William Tardelli, selecionadas pelo jornalista Cleodon Coelho, faixas
editadas em compactos e participações em discos de outros cantores, com
destaque para a gravação inédita de “Jorge Maravilha”. A caixa traz
ainda textos do jornalista Leonardo Lichote. Ainda em 2012, fez
participação especial no show “Primavera Carioca”, apresentado por
Caetano Veloso no Teatro Oi Casa Grande (RJ). O espetáculo “Na balada”
figurou na relação “Os Melhores Shows de 2012” - assinada pelos
jornalistas Bernardo Araújo, Carlos Albuquerque, Leonardo Lichote e
Sílvio Essinger -, publicada na edição de 30 de dezembro desse mesmo ano
do Jornal “O Globo”.
Com uma obra rica e variada, o cantor tem
atravessado os anos mantendo-se como um exemplo de coerência política e
estética, recebendo o respeito e admiração do público e da crítica.
Obtido de: http://www.dicionariompb.com.br/chico-buarque/dados-artisticos
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