Quando tinha apenas 13 anos, começou a tocar bandolim de ouvido e
violão, que aprendeu com o pai, seu primo Adílio e os amigos Romualdo
Miranda, Vicente Sabonete e Cobrinha. Já dominando o instrumento, fazia
serenatas com o irmão no bairro de Vila Isabel em 1925. Nesse mesmo ano,
conheceu o compositor Sinhô, de quem tornou-se grande admirador. Sem
deixar de lado o violão e as serenatas, em 1929, ao terminar o ginásio,
preparou-se para a Faculdade de Medicina, que viria a abandonar três
anos depois. Em 1929, os moradores de Vila Isabel e alunos do Colégio
Batista, Almirante, Braguinha, Alvinho e Henrique Brito, formaram um
grupo musical, o Flor do Tempo, que se apresentava em festas locais.
Quando foram convidados para gravar, o grupo foi reformulado, mudando o
nome para Bando de Tangarás. O compositor, que já tinha fama de bom
violonista no bairro, foi convidado por Almirante e Braguinha para
juntar-se ao grupo. A primeira gravação do Bando de Tangarás foi o samba
"Mulher exigente", seguido por uma embolada e um cateretê, todos de
autoria de Almirante. Ainda em 1929, escreveu as suas primeiras
composições, a embolada "Minha viola" e a toada "Festa no céu", gravadas
por ele no ano seguinte pela Parlophon. Ainda em 1930, conheceu seu
primeiro grande sucesso com o samba "Com que roupa?", gravado por ele
mesmo na Parlophon e sobre o qual durante muito tempo pairou a lenda de
que teria sido feito devido ao fato de sua mãe ter escondido suas roupas
para que não fosse para as farras. Esta lenda foi desmentida por
Almirante em sua biografia sobre o compositor. Segundo o pesquisador Ary
Vasconcelos, os primeiros acordes da melodia original eram bastante
semelhante aos do Hino Nacional Brasileiro, o que foi detectado pelo
maestro Homero Dornelas e prontamente modificada pelo autor.
Paralelamente às gravações solo, continuou se apresentando com o Bando
de Tangarás. Em 1931, gravou com esse grupo os sambas "Cordiais
saudações", "Picilone" e "Mulata fuzarqueira", de sua autoria, e "Samba
da boa vontade", parceria com João de Barro. Outras composições de sua
autoria foram também gravadas no mesmo ano pelo Bando de Tangarás, como o
samba "Nega", parceria com Lamartine Babo. Ainda no mesmo ano,
apresentou-se no Cinema Eldorado e excursionou com o Bando de Tangarás a
São José dos Campos, em São Paulo. Foi um ano pródigo em produções, com
mais de 20 músicas compostas, entre as quais, "Cordiais saudações",
"Agora" e "Quem dá mais?". Várias revistas musicais dessa época
utilizaram composições suas, como "Mar de rosas", revista de Gastão
Penalva e Velho Sobrinho, que incluía os sambas "Cordiais saudações",
"Mulata fuzarqueira" e "Mão no remo", esta última em parceria com Ary
Barroso. Já a revista "Café com música", de Eratóstenes Frazão,
apresentava os sambas "Eu vou pra Vila", "Gago apaixonado", "Malandro
medroso" e "Quem dá mais?", também conhecida como "Leilão do Brasil",
além da marcha "Dona Araci". Ainda como componente do Bando de Tangarás,
estreou no rádio, na Rádio Educadora, e depois na Mayrink Veiga e em
seguida, passou a atuar na Rádio Philips. Ainda no mesmo período,
entrou em contato com sambistas dos morros cariocas ao freqüentar o bar
Ponto de Cem Réis, em Vila Isabel, onde conheceu alguns sambistas do
Salgueiro: Canuto, com quem compôs o samba "Esquecer e perdoar" e,
Antenor Gargalhada, que era o principal dirigente da Escola de Samba
Azul e Branco, do morro do Salgueiro, e seu parceiro no samba "Eu agora
fiquei mal". Estes dois sambas foram gravados por Canuto na Parlophon.
Em 1932, atuou durante algum tempo como contra-regra do Programa Casé,
na Rádio Philips, onde se apresentou também como cantor ao lado de
Almirante, João de Barro, Patrício Teixeira e Marília Batista. Ia
constantemente ao café Nice, onde compôs naquele ano o samba "Coração",
uma influência do curso de medicina, cujas aulas freqüentava cada vez
menos, e que dizia em alguns de seus versos: "Coração/Grande órgão
propulsor/Transformador do sangue/Venoso em arterial...". Nesse mesmo
ano, em uma festa no Grêmio Esportivo 11 de julho, conheceu aquela que
ele julgava ser sua melhor intérprete, a cantora Marília Batista. Ainda
no mesmo ano, passou para a Odeon onde lançou no disco de estréia os
sambas "Quem dá mais?" e "Coração". Também em 1932, Francisco Alves
gravou seus sambas "Ando cismado" e "Nuvem que passou", este, uma
parceria com Ismael Silva. Já Mário Reis gravou o samba-canção "Mulato
bamba" e os sambas "Mentir", "Uma jura que eu fiz", parceria com Ismael
Silva e Francisco Alves, e "Prazer em conhecê-lo", uma parceria com
Custódio Mesquita, inspirado num encontro com uma ex-namorada, que,
estando acompanhado pelo noivo, fingiu não conhecê-lo. Ainda no mesmo
período, fez com Francisco Alves, Mário Reis, Nonô e Peri Cunha, uma
excursão ao Rio Grande do Sul, com apresentações nas cidades de Porto
Alegre, São Leopoldo, Caxias do Sul, Cachoeiro do Sul, Rio Grande e
Pelotas. Nessa viagem, teve mais um caso amoroso que rendeu samba com
uma mulher que conheceu no Cabaré Clube Jocotó de Porto Alegre e para
quem compôs o samba "Até amanhã", grande sucesso no carnaval do ano
seguinte na gravação de João Petra de Barros. Após se apresentar em
cidades gaúchas, em Florianópolis(SC) e Curitiba(PR), retornou com o
grupo ao Rio de Janeiro em junho de 1932. Foi nesse mesmo período que
firmou parceria com Francisco Alves, substituindo Nilton Bastos no trio
"Bambas do Estácio", que passou então a ter denominações variadas como
"Gente Boa", "Turma da Vila" e "Batutas do Estácio". Também nesse ano,
conheceu nos estúdios da Odeon, apresentado por Eduardo Souto, o
pianista Vadico, seu futuro parceiro em dez composições e que lhe
mostrou seu último samba. Logo recebeu letra do Poeta da Vila, nascendo
então o clássico "Feitio de oração", cujos versos foram inspirados em
Julinha, outra de suas namoradas, com quem teve tumultuado caso, e que
inspirou também os sambas "Pra esquecer", "Cor de cinza", "Meu barracão"
e "Vai pra casa depressa", esse último com música de Francisco Matoso.
Em 1933, gravou com Ismael Silva um samba que curiosamente não era de
autoria de nenhum dos dois, "Escola de malandro", de Orlando Luiz
Machado, com acompanhamento do grupo Batutas do Estácio. Com Léo Vilar
gravou o samba "Devo esquecer", de Gilberto Martins. No mesmo disco,
gravou o samba "Positivismo", parceria com Orestes Barbosa, as duas
gravações acompanhadas por Pixinguinha e seu conjunto. Nesse mesmo ano,
conheceu novos êxitos que se tornaram clássicos da música popular
brasileira, como o samba "Fita amarela", gravado pela dupla Francisco
Alves e Mário Reis e muito cantado naquele carnaval. A mesma dupla
gravou a marcha "Mas como...outra vez?", parceria com Francisco Alves, e
os sambas "Tudo que você diz" e "Estamos esperando". Sobre este último,
há o registro de que foi feito na rua, no Largo do Maracanã, onde o
compositor estava com Cartola e Francisco Alves. Estando sem dinheiro,
recebeu a oferta do Rei da Voz de que se fizesse um samba ali na hora,
ganharia algum dinheiro, oferta feita também a Cartola, que compôs "Qual
foi o mal que eu te fiz?". Já o Poeta da Vila compôs "Estamos
esperando", que diz em alguns de seus versos: "Estamos esperando, vem
logo escutar/O samba que fizemos pra te dar/A rua adormeceu e nós vamos
cantar/Aquilo que é só teu, que nos faz penar." Ainda em 1933, compôs
com Valfrido Silva, o samba "Vai haver barulho no chatô", gravado por
Mário Reis e, gravou com a sua Turma da Vila, na verdade, ele, Ismael
Silva e Francisco Alves, os sambas "Onde está a honestidade" e "Arranjei
um fraseado", de sua autoria. Na mesma época, Francisco Alves gravou os
sambas "Quem não quer sou eu", parceria com Ismael Silva, e "Não tem
tradução", parceria com Ismael Silva e Francisco Alves. São deste
período uma série de sambas que se tornaram clássicos, como "Filosofia",
parceria com André Filho; "Fui louco", com Alcebíades Barcelos; "A
razão dá-se a quem tem", com Francisco Alves e Ismael Silva, e "Três
apitos". Ainda nesse ano, teve início sua famosa polêmica com o
compositor Wilson Batista, que compôs o samba "Lenço no pescoço"
enaltecendo a malandragem, e que teve como resposta do compositor da
Vila o samba "Rapaz folgado", que só foi gravado após sua morte por
Aracy de Almeida. Em "Lenço no pescoço", por exemplo, Wilson fazia a
apologia do sambista malandro, idéia com a qual o compositor de "Feitiço
da Vila" não concordava, pois achava que ela denegria a imagem dos
sambistas. Por isso contestou com "Rapaz folgado" em que diz: "Malandro é
palavra derrotista/Que só serve pra tirar/Todo valor do sambista". A
tréplica de Wilson Batista veio através de "Mocinho da Vila", que não
foi gravado. A polêmica encerrou-se momentaneamente aí.
Durante o ano de 1933, teve mais de trinta composições gravadas. Em
1934, gravou com João Petra de Barros o samba "Sentinela alerta", de Ary
Barroso. No mesmo ano, excursionou com o Grupo Gente do Morro, composto
por ele, Benedito Lacerda, Russo do Pandeiro, Canhoto e outros, à
cidade de Campos, em viagem que pretendia seguir ao norte do país, o que
acabou não ocorrendo, resumindo-se a apresentações em Campos, Muqui e
Vitória. Ainda nesse ano, conheceu no Cabaré Apolo, na Lapa, a dançarina
Ceci, de apenas 16 anos, seu grande amor, e para quem compôs oito
sambas, entre os quais, os clássicos "Pra que mentir?", parceria com
Vadico, "O maior castigo que te dou" e "Último desejo".
Em 1935, gravou com acompanhamento de conjunto regional o samba-canção
"João Ninguém", de sua autoria e o samba "Conversa de botequim",
parceria com Vadico, cujos versos mostram seu talento como cronista da
vida da cidade: "Seu garçom/Me empreste algum dinheiro/Que eu deixei o
meu/Com o bicheiro (...) Vá perguntar ao seu/Freguês do lado/Qual foi o
resultado/Do futebol". Nesse mesmo ano, devido a seu estado de saúde,
viajou para Belo Horizonte a fim de descansar, mas acabou não
conseguindo se afastar da vida boêmia. Ali fez apresentações em cafés e
cantou na Rádio Mineira. De volta ao Rio de Janeiro, seguiu intensa
atividade artística, compondo novos sambas como "Silêncio de um minuto" e
outros. Regressou de Belo Horizonte num sábado e já no domingo,
apresentou-se no "Programa suburbano", apresentado por Allah Xavier, na
Rádio Guanabara, onde cantou o samba "Só pode ser você", inspirado em
uma visita de Ceci à casa de sua mãe, no tempo em que esteve em Minas
Gerais. Nesse mesmo ano de 1935, Almirante conseguiu-lhe um emprego na
Rádio Clube do Brasil, sugerindo ao "Poeta da Vila" que trabalhasse como
libretista no programa "Como se as óperas célebres do mundo houvessem
nascido aqui no Rio", parodiando obras de Verdi e Pucini, entre outros.
Redigiu na época o programa "Conversa de esquina", apresentado em
esquetes humorísticos. Escreveu, para ser musicado por Arnald Gluckman, o
libreto da ópera "O Barbeiro de Niterói", uma paródia ao "Barbeiro de
Sevilha". Fez também a revista radiofônica "Ladrão de galinha" na qual
usava melodias de sucesso na época. Nesse mesmo período, retomou sua
famosa polêmica musical com Wilson Batista, que havia feito um samba em
que rebatia o "Feitiço da Vila". Escreveu então como resposta o samba
"Palpite infeliz" no qual dizia "Quem é você que não sabe o que diz/Meu
Deus do céu,/Que palpite infeliz!/Salve Estácio, Salgueiro
Mangueira/Oswaldo Cruz e Matriz/Que sempre souberam muito bem/Que a Vila
não quer abafar ninguém,/Só quer mostrar que faz samba também". Wilson
Batista respondeu com dois novos sambas "Frankstein da Vila" e "Terra de
cego", que terminaram sem resposta. Os dois compositores conheceram-se
pessoalmente na Lapa, no restaurante "Leitão", ocasião na qual
mantiveram amistosa conversa. Noel pediu então a Wilson Batista para
fazer uma nova letra para a melodia de "Terra de Cego". Ali mesmo
nasceu "Deixa de ser convencida", provavelmente mais uma das letras
inspiradas em seu amor por Ceci. Encerrava-se assim a polêmica com uma
inusitada parceria entre os dois compositores. "Deixa de ser convencida"
permaneceu inédita em disco até ser gravada por Cristina Buarque,
somente no ano 2000, num CD dedicado ao repertório de Wilson Batista.
Foi também em 1935 que Aracy de Almeida gravou o samba "Riso de
criança", iniciando assim uma série de gravações que a transformaram
numa das principais intérpretes de Noel. Ainda em 1935, destacaram-se os
sambas "Cansei de implorar", com Arnold Glückmann e a marcha "Pierrô
apaixonado", com Heitor dos Prazeres. Em 1936, gravou com Marília
Batista e acompanhamento de Pixinguinha e sua orquestra os sambas "De
babado", parceria com João Mina, e "Cem mil réis", parceria com Vadico.
Em 11 de novembro do mesmo ano, voltou a gravar com Marília Batista,
desta vez com acompanhamento de Benedito Lacerda e seu conjunto
regional, os sambas "Provei", parceria com Vadico, e "Você vai se
quiser", de sua autoria. Sete dias depois, realizou na Victor, com a
mesma Marília Batista e acompanhamento dos Reis do Ritmo, aquela que foi
a sua última gravação, registrando os sambas "Quem ri melhor", de sua
autoria, e "Quantos beijos", parceria com Vadico. Ainda no mesmo ano,
recebeu o convite de Carmem Santos e escreveu seis músicas para o filme
"Cidade mulher": o samba "Tarzan, o filho do alfaiate"; parceria com
Vadico; os sambas "Morena sereia" e "Na Bahia", com José Maria de Abreu;
a valsa-canção "Numa noite à beira mar", o samba "Dama do cabaré", além
da música título, que era uma marcha. Terminou também nessa época a
originalíssima opereta "A noiva do condutor", obra inteiramente escrita
por ele, que dividiu a maioria das melodias com o maestro húngaro Arnold
Gluckmann, também contratado da Rádio Clube. Até o final da vida,
Almirante acalentou o sonho de levar ao disco essa obra inédita do
compositor da Vila. Isso só aconteceria em 1985, cinco anos após a morte
de Almirante, em gravação registrada pelos atores-cantores Marília Pera
e Grande Otelo e o conjunto Coisas Nossas.
Também em 1936, teve registrada a marcha "Menina dos olhos", parceria
com Lamartine Babo, numa das mais raras gravações da discografia popular
brasileira feita pela inédita dupla Gaúcho e Orlando com acompanhamento
dos Diabos do Céu. A gravação seria feita pela dupla Joel e Gaúcho.
Como Joel não pôde comparecer ao estúdio da RCA, acabou substituído
nessa gravação por Orlando Silva. Ainda nesse mesmo ano, o mesmo Orlando
Silva lançou a marcha "Cidade mulher" e o samba "Pela primeira vez",
parceria com Cristóvão de Alencar.
Em 1937, teve agravado seu estado de saúde e viajou durante algum tempo
para a cidade de Nova Friburgo(RJ), onde, entretanto, continuou com a
vida boêmia de sempre, freqüentado bares e fazendo apresentações, como a
no Cine Ideal. De volta ao Rio de Janeiro, compôs aquele que foi seu
último samba e última composição, "Eu sei sofrer", cujos versos diziam:
"Quem é que já sofreu mais do eu/Quem é que já me viu chorar?/Sofrer foi
o prazer que Deus me deu/Eu sei sofrer sem reclamar/Quem sofreu mais do
que eu não nasceu/Com certeza Deus já me esqueceu". Seu estado de saúde
agravou-se de maneira irreversível e a 4 de maio daquele ano veio a
falecer em sua residência na Rua Teodoro da Silva, em Vila Izabel. Meia
hora depois de seu falecimento chegaram em sua casa a cantora Aracy de
Almeida e o compositor e instrumentista Benedito Lacerda para
mostrar-lhe a gravação que haviam feito, naquela tarde, de sua última
composição, "Eu sei sofrer".
Em 1938, Aracy gravou o samba "Rapaz folgado" e Sílvio Caldas o samba
"Pra que mentir", parceria com Vadico, ambos na RCA. Nesse mesmo ano,
João de Barro (Braguinha) fez alterações na marchinha "Linda pequena",
de parceria dos dois, dando-lhe o novo título de "As pastorinhas". A
marcha modificada venceu então o concurso de músicas carnavalescas
daquele ano. Também em 1938, foi lançada a gravação do samba "Último
desejo", feita por Aracy de Almeida no ano anterior, sem que o
compositor chegasse a ouvir a gravação de uma de suas obras mais
célebres, cuja partitura foi ditada no leito de morte para o parceiro
Vadico.
Em 1939, Sílvio Caldas fez sucesso com seu samba "Pra que mentir",
parceria com Vadico, composto dois anos antes. Em 1940, Marília Batista
gravou o samba "Silêncio de um minuto". Em 1941, o escritor José Lins do
Rego, autor de clássicos da literatura brasileira como "Menino de
Engenho" e "Fogo Morto", acalentava o sonho de escrever uma biografia de
Noel Rosa segundo uma entrevista sua a Diretrizes, publicação dirigida
por Samuel Wainer, o que acabou não acontecendo. Em 1946, Carlos
Galhardo registrou a canção "Queixumes", parceria com Henrique Brito. Em
1947, Aracy de Almeida foi um dos destaques do ano pela gravação do seu
samba "Pela décima vez", composto doze anos antes.
Em 1950, a cantora Aracy de Almeida deu início a um movimento de
redescoberta da obra do compositor e gravou pela Continental uma série
de três discos com as seguinte músicas de Noel: "Palpite infeliz",
"Último desejo", "Não tem tradução", "O 'X' do problema", "Conversa de
botequim" e "Feitiço da Vila", as duas últimas, parcerias com Vadico. O
primeiro desses discos recebeu arranjos de Radamés Gnatalli, capa de Di
Cavalcanti e textos de Lúcio Rangel e Fernando Lobo. Em 1951, Almirante
lançou na Rádio Tupi do Rio de Janeiro a série de programas radiofônicos
intitulada "No tempo de Noel Rosa".
Em 1954, o cronista Rubem Braga, em artigo para a Revista da Música
Popular, em seu primeiro número, escrevia sobre Noel: "Lembro-me de uma
noite em que fui ouvir um ensaio da Escola da Estação Primeira da
Mangueira. O preto Cartola fez cantar os sambas da Escola. E o único
samba 'lá de baixo', o único samba não produzido na própria escola que
ali se cantou foi o 'Palpite infeliz'. O morro respeitando Noel. Depois
do estribilho, Cartola e outro preto iam improvisando novas letras, numa
fertilidade espantosa e absurda: 'Bidú Saião um dia deste
estristeceu/Tomou veneno pra morrer e não morreu.../Subiu no morro e
encontrou linda atriz/Quem é você que não sabe o que diz!'. Só quem
conhece uma escola de samba com o seu imenso orgulho exclusivista pode
conceber o valor de uma homenagem como essa prestada a Noel".
Em 1955, o cantor Nelson Gonçalves lançou pela RCA o LP "Nelson canta
Noel", no qual interpretou, entre outras composições, os sambas "Feitiço
da Vila", "Com que roupa" e "Quando o samba acabou".
No mesmo ano, seu primo-irmão, Jaci Pacheco, lançou a primeira obra
biográfica sobre sua vida intitulada "Noel Rosa e sua época". Em 1958, o
mesmo Jaci Pacheco complementou a obra com um segundo livro intitulado
"O cantor da Vila (Documentos e episódios inéditos da vida de Noel
Rosa)". No ano seguinte, o compositor e pesquisador Almirante proferiu
no Teatro Maison de France a conferência "Retrato musical de Noel
Rosa".
Em 1960, por ocasião do cinqüentenário de seu nascimento, foi
inaugurado, por iniciativa da Associação Atlética Vila Isabel, um
mausoléu em sua homenagem no Cemitério do Caju. Em 1962, recebeu nova
homenagem com a inauguração da Escola Noel Rosa, na Rua Barão do Bom
Retiro, no Rio de Janeiro, no local onde existiu o antigo Jardim
Zoológico. No mesmo ano, por ocasião dos 25 anos de sua morte foi
homenageado com o LP "Noel Rosa vinte anos depois", no qual foram
gravadas dez composições de sua autoria na interpretação de dez
diferentes artistas: "Feitiço da Vila" por Ângela Maria, "O orvalho vem
caindo", pelo Quarteto Excelsior, "Último desejo", "Feitio de oração", e
"Balão apagado", interpretados por Elizeth Cardoso, "Conversa de
botequim", por Dolores Duran, "Até amanhã", por Waldir Calmon e seu
conjunto, "Fita amarela", por Altamiro Carrilho e sua bandinha,
"Pastorinhas", por Aloysio Figueiredo e seu conjunto, e "Palpite
infeliz" na interpretação de Roberto Silva. Em 1963, Almirante lançou a
célebre biografia do compositor, "No tempo de Noel Rosa", listando 212
obras de sua autoria. Em 1968, no LP "Velloso, Bethânia e Gil", lançado
pela RCA Victor, a cantora baiana Maria Bethânia dedicou todo o lado B
do disco, intitulado "Bethânia canta Noel", ao compositor da Vila,
interpretando os sambas "Três apitos", "Pra que mentir", "Feitio de
oração", "Último desejo", "'X' do problema" e "Silêncio de um minuto".
Em 1971, foi relançado o LP "Nelson canta Noel". Em 1974, no LP "Sinal
fechado", o cantor Chico Buarque gravou o samba "Filosofia", parceria
com André Filho.
Sua obra foi bastante revitalizada pelo conjunto "Coisas Nossas", que na
década de 1980 gravou os discos "Noel Rosa - inédito e desconhecido" e
"A noiva do condutor", este último com as participações especiais de
Grande Otelo e Marília Pera. No primeiro, destacam-se composições até
então não gravadas, com parceiros ilustres como Lamartine Babo, Ary
Barroso, João de Barro e Ismael Silva, entre outros. "A Noiva do
Condutor" é a gravação integral da opereta composta em 1935 em parceria
com o maestro Arnold Gluckmann. Na mesma década, o conjunto vocal MPB4
lançou o LP "Feitiço Carioca", inteiramente dedicado à obra do Poeta da
Vila e com alguns arranjos mais ousados, que provocaram estranhamento
aos apreciadores de sua obra.
Em 1987, por ocasião dos 50 anos de sua a morte, foi homenageado pela
gravadora Continental com o LP "Uma rosa para Noel - 50 anos depois",
com oito composições do Poeta da Vila interpretadas por ele mesmo com
arranjos originais e reconstituição musical do maestro Edson José Alves,
incluindo, entre outras, "Positivismo", parceria com Orestes Barbosa;
"Coisas nossas"; "Mulher indigesta" e "Vejo amanhecer", parceria com
Francisco Alves interpretada em dueto com Ismael Silva.
Nos anos 1990, o cineasta Rogério Sganzerla lançou um curta-metragem
inspirado na vida trágica do artista, e sua história também chegou aos
palcos na montagem teatral dirigida por Domingos de Oliveira e estrelada
por Pedro Cardoso e, anos mais tarde, na que trouxe Marcelo Novaes no
papel de Noel Rosa, à frente de um elenco que incluía a cantora Elza
Maria vivendo Aracy de Almeida. Um dos integrantes do Coisas Nossas,
Carlos Didier, o Caola, escreveu com o jornalista e crítico João Máximo
um livro fundamental lançado em 1990 pela Editora da Universidade de
Brasília (UnB) e a Linha Gráfica Editora: "Noel Rosa, uma biografia".
Na coleção "Mestres da MPB", projeto de Tárik de Souza e Carlos Alberto
Sion, a gravadora Continental lançou em 1994 o CD "Noel Rosa e Aracy de
Almeida", com remasterização em sistema digital de gravações originais.
A admiração por sua obra e a revalorização de seus sambas continuam a
acontecer, a exemplo do CD lançado pelo cantor Zé Renato, "Filosofia",
em que canta exclusivamente canções de Noel e também de Chico Buarque. O
músico Henrique Cazes (um dos integrantes do Coisas Nossas) e a cantora
Cristina Buarque gravaram em 2001 um CD inteiramente dedicado ao seu
repertório, disco que foi acompanhado por show levado pela dupla a
vários palcos do país. Em 2004, seus samba "Fui louco", com Bide, e as
marchas "Eu queria um retratinho de você" e "O sol nasceu para todos",
ambas com Lamartine Babo, foram incluídos na caixa de três CDs "Um
cantor moderno" lançada pela BMG com a obra do cantor Mário Reis. Em
2006, foi homenageado por ocasião da passagem dos seus 96 anos de
nascimento, com um show do grupo curitibano do cantor Marcio Juliano. Em
2007, a Rádio MEC lançou o CD triplo "Acervo Rádio MEC" do qual fazem
parte a série de 19 programas sobre sua vida e carreira artística
intitulados "O assunto é Noel" produzidos por Paulo Tapajós em 1987.
Nesse ano, por ocasião dos 70 anos de sua morte, foi homenageado no
bairro de Vila Isabel, onde nasceu, viveu e morreu, com um grande show
que contou com direção musical de Henrique Cazes e participação dos
músicos Luis Filipe Lima, no violão; Itamar Assiere no piano; Dirceu
Leite nos sopros; Beto Cazes e Paulino Dias na percussão, além do
prórpio Henrique Cazes no cavaquino. Tomaram parte do show os cantores
Roberto Silva, Cristina Buarque, Nilze Carvalho e Marcos Sacramento. No
show foram interpretadas as seguintes composições. "Eu vou pra Vila",
"Conversa de botequim", "Feitio de oração", e "Com que roupa", na voz de
Nilze Carvalho; "Só pode ser você", "Mulato bamba", "Meu barracão" e
"Triste cuíca", por Marcos Sacramento; "O x do problema", "Cem mil
réis", "Quem ri melhor", "Julieta" e "Três apitos", por Cristina
Buarque, e "Fita marela", "Dama do cabaré", "Palpite infeliz" e "Feitiço
da Vila", na voz de Roberto Silva. Encerrando o show que foi realizado
na rua, no Boulevard 28 de Setembro com grande presença de público, os
quatro cantores presentes entoaram em coro com os presentes os clássicos
"O orvalho vem caindo", "Até amanhã" e "As pastorinhas", esta última,
uma parceria com Braguinha. Ainda em 2007, estreou o filme "Noel - O
poeta da Vila", dirigido por Ricardo Van Steen, e que retrata a vida e a
carreira do compositor que é interpretado pelo ator Rafael Raposo, que
impressiona pela semelhança física com o "Poeta da Vila". O filme contou
com trilha sonora de Arto Lindsay e do violonista Luís Filipe de Lima, e
teve ainda as participações dos músicos Otto, Wilson das Neves, Eduardo
Galotti e Mário Broder. Ao longo do filme são interpretados clássicos
do compositor como "Com que roupa?", "Três apitos", "Silêncio de um
minuto", "Ilustre visita" e "Dama do cabaré", entre outras. Também por
conta das homenagens pelos 70 anos de sua morte, foi apresentado no
"Viva Rio" o espetáculo "Uma noite com Noel Rosa" no qual os cantores
Ney Matogrosso, Roberta Sá, Rodrigo Maranhão, Zé Renato, Diogo Nogueira,
e Maurício Pessoa, além do grupo Anjos da Lua, se reuniram para "cantar
a vida e a obra do poeta da Vila", conforme diz o texto de divulgação
do show. Em 2008, foi homenageado na abertura da série "MPB e Jazz" no
palco do Canecão com a presença da orquestra Petrobrás Sinfônica com
regência de Wagner Tiso e Carlos Prazeres. Contando ainda com as
participações especiais de Beth Carvalho e Diogo Nogueira, foram
interpretados clássicos do compositor da Vila Izabel como "Conversa de
botequim", "Filosofia", "Não tem tradução", "Gago apaixonado", "Feitiço
da Vila" e "Último desejo", além de "Pierrot apaixonado", parceria com
Heitor dos Prazeres, e "As pastorinhas", com Braguinha. Em 2009, abrindo
as comemorações pelo centenário de nascimento do compositor foi lançado
pelo Instituto Cultural Cravo Albin dentro da série MPB pela MPE uma
caixa de quatro CDs intitulada "Noel é 100" com produção artística e
textos de Ricardo Cravo Albin, e assistência de produção e montagem de
Carlos Savalla. Os CDs foram divididos em eixos temáticos. O volume 1
apresenta gravações do próprio compositor com ele interpretando os
sambas "Malandro medroso"; "Com que roupa"; "Quem dá mais"; "Mulata
fuzarqueira"; "Coração"; "João ninguém"; "Cordiais saudações"; "Conversa
de botequim", e "Vou te ripar", todas em gravações solo do próprio
autor, além de "Cem mil réis" e "De babado", com a participação de
Marília Batista; "Seu Jacinto" e "Quem não dá", com a participação de
Ismael Silva, e "Onde está a honestidade", com a participação da Turma
da Vila. O volume 2 apresenta as nove composições que envolveram a
famosa polêmica musical entre o "Poeta da Vila" e o sambista Wilson
Batista, sendo interpretadas por Roberto Paiva os sambas "Lenço no
pescoço"; "Mocinho da Vila"; "Frankstein da Vila"; "Conversa fiada", e
"Terra de cego", já Francisco Egídio gravou os sambas compositor de Vila
Isabel: "Rapaz folgado"; "Palpite infeliz"; e "Feitiço da Vila", ainda
fazem parte desse volume as gravações dos sambas "Pra me livrar do mal",
com Ismael Silva, e "Quem não quer sou eu", na voz de Francisco Alves;
"A razão dá-se a quem tem", com Ismael Silva, e "Quando o samba acabou",
nas gravações de Mário Reis, e "É preciso discutir", no dueto entre
Francisco Alves e Mário Reis. No terceiro volume são apresentadas obras
carnavalescas em diversas interpretações: "AEIOU", com Lamartine Babo,
na interpretação de Arrelia e Lamartine Babo; "O orvalho vem caindo",
com Elza Soares; "Dona do lugar", com Jonjoca e Castro Barbosa;
"Felicidade", com Carlos Galhardo; "Escola de malandro", em dueto entre o
Poeta da Vila e Ismael Silva; "As pastorinhas", na voz de Sylvio
Caldas; "Vai haver barulho no chatô", com Walfrido Silva, na gravação de
Mário Reis; "Pela décima vez", na voz de Dalva de Oliveira; "Estamos
esperando", no dueto entre Francisco Alves e Mário Reis; "Você vai se
quiser", no dueto entre o autor e Marília Batista; "Você só...mente", em
dueto entre Francisco Alves e Aurora Miranda; "Arranjei um fraseado",
na interpretação do autor com a Turma da Vila; "Prazer emconhecê-lo", na
voz de Mário Reis; e "Até amanhã", na gravação do Trio Irakitan. O
quarto volume apresenta gravações feitas a partir da década de 1960, em
diferentes vozes da música popular brasileira: "Gago apaixonado" e "Não
tem tradução", na voz de João Nogueira; "Conversa de botequim", na de
Dóris Monteiro; "Pra que mentir", na de Paulinho da Viola; "Onde está a
honestidade", na interpretação de Beth Carvalho; "Filosofia", na
gravação de Mário Reis de 1971; "Último desejo", na voz de Maria
Betânia; "Palpite infeliz", na de Roberto Silva; "Feitiço da Vila", com
Vadico, na gravação de Elizeth Cardoso; "Três apitos", na de Mitinho;
"Feitio de oração", com Vadico, na de Ângela Maria; "Só poderia ser
você", na gravação de Márcia; "Pra esquecer", na de Clara Nunes, e "De
qualquer maneira", com Ary Barroso, com o Trio Irakitan. Ainda em 2009,
foi escolhido como enredo da escola de samba Unidos de Vila Isabel, cujo
samba-enredo, "Noel: a presença do Poeta da Vila" foi composto por
Martinho da Vila. Também nesse ano, por ocasião da data em que se
comemoraram seus 99 anos de nascimento foi homenageado com um grande
show na quadra da escola de samba Unidos de Vila Isabel. Foi lançado
ainda em 2009, o CD "Noel - Poeta da Vila" com a trilha sonora do filme
homônimo com interpretações de suas obras a cargo de Wilson das Neves,
Itamar Assiere, Paulão 7 Cordas e Otto. Em 2010, por conta do centenário
de seu nascimento foi lançado pela editora paulista Terceiro Nome o
livro "Noel Rosa - A noiva do condutor" com o esboço do roteiro e as
letras das canções da opereta que o compositor e o maestro Arnold
Gluckman escreveram em 1935 para a Rádio Clube do Brasil mas que motivos
ignorados nunca foi ao ar. Segundo o jornalista João Máximo,
"Formalmente, não se trata de uma opereta, e sim de uma curta e ingênua
comédia musical. Difere das duas experiências anteriores de Noel, em
termos de teatro musical radiofônico: "O barbeiro de Niterói" e "O
ladrão de galinha". Nestas, Noel abraçava um de seus gêneros favoritos, a
paródia, apondo letras cheias de humor a melodias alheias. Em "A noiva
do condutor", são originais tanto as melodias (duas do próprio Noel e as
demais de Glückmann) como as letras. Da mesma forma, é original o
enredo esboçado por Noel sobre alguns de seus temas mais recorrentes, o
dinheiro, a mentira, o oportunismo, a mulher que se conquista com
carícias de papel." Ainda segundo João Máximo, "Noel Rosa, como já disse
Ary Barroso, "criou um estilo". E nisso, foi mais cronista do que
poeta. Contador de histórias, fixador de tipos, observador da sociedade
meio marginal do seu tempo, é aí que se deve ver nele a promessa de um
autor teatral a expressar-se com a música." Ainda por conta das
comemorações pelo seu centenário de nascimento foi publicada no jornal O
Globo pelo jornalista João Máximo uma entrevista imaginária na qual o
jornalista listou entrevistas concedidas pelo compositor e remontou essa
fictícia entrevista. Foi ainda lançado pela Casa da Palavra o livro
"Noel Rosa, o poeta da cidade", de André Diniz, em evento realizado na
casa de shows Trapiche Gamboa com show da cantora Soraya Ravenle
recriando clássicos do compositor. Foram ainda lançados os CDs
"Scenarium de Noel" com gravações do grupo Scenarium Musical formado por
jovens alunos do Instituto Rio Scenarium, e o CD "Noel Rosa:
Universidade da Vila" que foi produzido por Marcelo Fróes para o selo
Discobertas e no qual Joyce, Zélia Duncan, Isabella Taviani, Ivan Lins,
Jorge Versíllo e Paulinho Moska cantaram obras do Poeta da Vila. Ainda
em 2010, o jornalista Francisco Bosco em artigo para o jornal O Globo
intitulado "O filósofo do samba" ressaltou o lado filosófico da obra do
compositor. No artigo o jornalista afirma: "Noel levaria ao universo
dessas canções mundanas, de base ritmica negra e calcadas na oralidade,
uma profundidade e um alcance artístico sem precedentes, tendo como
matéria-prima a mesma coloquialidade. (...) O filosófico, em Noel, se
deixa ler em pelo menos duas dimensões. Uma, mais evidente, é a dimensão
ética. (...) A outra dimensão é menos evidente. Ela está na capacidade
de ver os pontos em que a realidade se fratura em dois níveis. Essa
fratura, Noel a flagra em vários versos." Também em 2010, dentro das
celebrações para o centenário, o crítico e historiador R. C. Albin foi
convidado por Arnaldo Niskier para gravar na Academia Brasileira de
Letras quatro programas de meia hora, que foram transmitidos pelo TVU
(Canal Universitário). O último programa dessa série teve como convidado
especial o compositor Martinho da Vila. Em 2011, foi lançado pelo selo
Discobertas em convênio com o ICCA - Instituto Cultural Cravo Albin a
caixa "100 anos de música popular brasileira" com a reedição em 4 CDs
duplos dos oito LPs lançados com as gravações dos programas realizados
pelo radialista e produtor Ricardo Cravo Albin na Rádio MEC em 1974 e
1975. Nesses CDs estão incluídas seus sambas "Com que roupa" e "Conversa
de botequim" na voz de Paulo Marquês, e "Feitiço da Vila" e "Último
desejo", na voz de Odete Amaral. Em 2013, foi relançada sua primeira
biografia, o livro "No tempo de Noel Rosa - O nascimento do samba e a
era de ouro da música brasileira", de Almirante, pela Sonora Editora,
com prefácio de Marcelo Fróes para essa terceira edição da Obra. A
primeira edição, com prefácio de Edigar de Alencar foi lançada em 1963. A
partir do livro foi montada uma exposição homenageado o compositor e o
autor da biografia, no Instituto Cultural Cravo Albin, onde o livro
seria lançado. Em 2014, comprovando-se mais uma vez a vitalidade de sua
obra, foi homenageado pela cantora Valéria Lobão, que gravou o CD "Noel
Rosa, preto e branco", com 22 obras do poeta da Vila, nas quais foi
acompanhada somente por pianistas. Entre as faixas e suas participações
especiais constam "Pastorinhas", com João de Barro, com arranjo e piano
de André Mehmari; "Você só mente", com Francisco Alves e Hélio Rosa,
com arranjo e piano de Adriano Souza; "Julieta", com Eratóstenes Frazão,
com arranjo e piano de Rafael Martini; "Eu agora fiquei mal", com
Antenor Gargalhada, com arranjo e piano de Fernando Leitzke; "Só pode
ser você", com Vadico, com arranjo e piano de Rafael Vernet e
participação especial da cantora Joyce Moreno; "Pra que mentir", com
Vadico, com arranjo e piano de Vitor Gonçalves, "Sinhá Ritinha", com
Moacyr Pinto, com arranjo de André Mehmari e piano de Robert Fuchs,
"Feitio de oração", com Vadico, com arranjo e piano de Itamar Assière;
"Suspiro", com Orestes Barbosa, com arranjo e piano de Gabriel Geszti,
"Positivismo", com Orestes Barbosa, com arranjo e piano de Cliff Korman;
"Filosofia", com André Filho, com arranjo e piano de Itamar Assiére, e
"Triste cuíca", com Hervê Cordovil, com arranjo e piano de Marcos
Nimrichter, além das obras solo "Mulato bamba", com arranjo e piano de
Gilson Peranzzetta; "Pela décima vez", com arranjo e piano Duo Gisbranco
e participação de M. Baltar, "Minha viola", com arranjo e piano de
Leandro Braga, "Meu barracão", com arranjo e piano de Marcelo Caldi,
"Verdade duvidosa", com arranjo e piano de Tomás Improta; "E não brinca
não", com arranjo e piano de Cláudio Andrade e participação de Marcelo
Pretto; "Cor de cinza", com arranjo e piano de João Donato; "Eu sei
sofrer", com arranjo e piano de Eduardo Farias e participação especial
da cantora Nina Wirtti; "Eu vou pra Vila", com arranjo e piano de
Cristóvão Bastos e participação dos cantores João Cavalcanti e Moyséis
Marques, e "Último desejo", com arranjo e piano de Carlos Fuchs
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